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02/06/2010
Por um clima melhor

ÉPOCA lança a terceira edição do prêmio para as empresas que mais ajudam o planeta.

A partir desta semana, começa o processo de reconhecimento das empresas brasileiras que mais estão avançando para preservar o clima da Terra. No dia 1º, ÉPOCA lança a terceira edição do Prêmio Época de Mudanças Climáticas. Com ele, destacaremos as organizações que mais trabalham para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa. Não é só uma questão de ajudar o mundo. Com essas políticas, elas garantem a sustentabilidade de seus negócios. O prêmio é uma iniciativa da revista ÉPOCA em parceria com a empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).

Para participar, convidamos as 400 maiores empresas e os 25 maiores bancos do país. Eles respondem a um questionário on-line, disponível no site de ÉPOCA a partir da terça-feira, que avaliará o controle de emissões e as estratégias para reduzi-las. Além das empresas convidadas, outras instituições podem se inscrever pelo site. Neste ano, temos novas categorias no prêmio. O título de Melhor Inventário continua destacando a empresa com melhor processo para acompanhar suas emissões. O prêmio de Melhor Estratégia terá as categorias Indústria e Serviços. E as empresas que se inscreverem voluntariamente, junto com as convidadas, concorrem à lista das 10 Empresas Líderes em Políticas Climáticas.

O resultado, a ser divulgado em setembro, revelará empresas que estão à frente nas políticas contra as mudanças climáticas e que conseguem retorno econômico com isso. No ano passado, a CNEC Engenharia foi eleita pelo melhor método de acompanhamento de emissões, e a Arcelor Mittal pelas práticas para reduzi-las. A siderúrgica conseguiu cortar 30% de suas emissões ao queimar os gases poluentes que saem de suas chaminés e convertê-los em energia elétrica. Em 2008, os destaques foram para a Votorantim (pela substituição de combustíveis como carvão e petróleo por outros de origem vegetal) e a Natura (que envolveu fornecedores, distribuidores e até consumidores no esforço de reduzir emissões).

As negociações internacionais para exigir um corte geral de emissões estão empacadas, como se viu pela falta de consenso na reunião de cúpula de Copenhague, em dezembro. Isso torna mais importantes as ações voluntárias do setor privado. “As empresas já não estavam esperando um resultado tão rápido em Copenhague. Mas elas estão olhando para os passos de vários países em termos de planos, metas e normas nacionais”, afirma Mark Lundell, responsável por economia sustentável do Banco Mundial. Também deverão crescer as exigências nos níveis estadual e municipal. Por isso, as companhias que saírem na frente em políticas para controlar as emissões deverão ser mais competitivas para cumprir as futuras normas. Mas há outras vantagens. Uma delas é oferecer segurança aos investidores. “As empresas que investem em redução nas emissões podem atrair mais atenção de bancos e fundos de investimentos”, afirma Lundell. De acordo com Rachel Bidermann, coordenadora adjunta do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, incentivar a transparência também ajuda o consumidor. “O prêmio estimula uma competição positiva entre as empresas”, diz. “O consumidor passa a identificar empresas em que possa confiar. É um esclarecimento para uma opção consciente.”



fonte: ÉPOCA - GLOBO.COM
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI144039-16270,00-POR+UM+CLIMA+MELHOR.html
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